FONTE ORIGINAL PRESERVADA

DJEN TJRS — Diário de Justiça Eletrônico Nacional (CNJ)

Processo nº 5239002-35.2026.8.21.0001
sigla tribunal:TJRS
tipo comunicacao:Edital
nome orgao:Vara Regional Empresarial de Porto Alegre
nome classe:INSOLVêNCIA REQUERIDA PELO DEVEDOR OU PELO ESPóLIO
tipo documento:Edital
data disponibilizacao:28/10/2026
Conferir no portal oficial
Integridade verificável
Capturado em:31/10/2026, 17:15
Nomes com pedido de remoção do titular foram substituídos neste texto; por isso o hash do original não é exibido (ele permitiria confirmar o nome removido). Diário oficial é dado público (Lei 12.527/2011 LAI · art. 8º Lei 9.610/1998).

Texto íntegra

12 KB
<html>
	<head>
		<meta>
		
		<style></style>
	</head>
	<body>
		<article>





<header>
				<div></div> 
				 
				 
				 															
				<div></div>
			</header>
<section><b>INSOLV&Ecirc;NCIA REQUERIDA PELO DEVEDOR OU PELO ESP&Oacute;LIO  N&ordm; 5239002-35.2026.8.21.0001/RS</b></section>
<section><b><table><tr><td>EXEQUENTE</td><td>: NARA MARIA TRESCASTRO GARCIA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: DILNEI GISLER MOREIRA (OAB RS122158)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: GUILHERME AUGUSTO FRANCESCHINA CIMADON (OAB RS138904)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: JULIA GISLER MOREIRA (OAB RS091791)</td></tr></table></b></section>
<section>         
				  <table>
					<tr>
					   <td>  <p><b>Local: </b>Porto Alegre </p> </td>
					   <td>  <p> <b>Data: </b> 27/10/2026 </p> </td>
					</tr>
				 </table>
			</section>
<section>
				<p align="center">EDITAL N&ordm; 10117959198</p>
			</section>
<section>
<p>Edital do art. 99, &sect; 1&ordm;, da Lei n&ordm; 11.101/2005 Vara Regional Empresarial de Porto Alegre/RS Processo: 5239002-35.2006.8.21.0001 Natureza: Insolv&ecirc;ncia Civil Data de declara&ccedil;&atilde;o da Insolv&ecirc;ncia: 14/10/2026 Insolvente: <span>NARA MARIA TRESCASTRO GARCIA</span> (CPF n&ordm; ***.***.***-**). Objeto I: Senten&ccedil;a de declara&ccedil;&atilde;o da Insolv&ecirc;ncia: Trata-se de A&ccedil;&atilde;o de Insolv&ecirc;ncia Civil (autoinsolv&ecirc;ncia) proposta por <span>NARA MARIA TRESCASTRO GARCIA</span>, por meio da qual postula a declara&ccedil;&atilde;o judicial de sua insolv&ecirc;ncia civil com a consequente instaura&ccedil;&atilde;o do concurso universal de credores. A autora sustentou, em s&iacute;ntese, que exerce a fun&ccedil;&atilde;o de professora na rede estadual de ensino e percebe proventos de aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social, auferindo rendimentos estritamente alimentares que se tornaram insuficientes para suportar o vultoso passivo acumulado nos &uacute;ltimos anos. Destacou que o endividamento decorre de empr&eacute;stimos pessoais e, preponderantemente, do insucesso da atividade empresarial exercida pela sociedade Cap&atilde;o da Canoa Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral Ltda., cuja baixa perante a Receita Federal do Brasil ocorreu sem a pr&eacute;via liquida&ccedil;&atilde;o do passivo, gerando a assun&ccedil;&atilde;o de d&eacute;bitos societ&aacute;rios, tribut&aacute;rios e trabalhistas que superam expressivamente suas for&ccedil;as patrimoniais. Afirmou n&atilde;o possuir bens im&oacute;veis ou ve&iacute;culos, detendo unicamente saldos residuais em contas banc&aacute;rias, raz&atilde;o pela qual requereu a declara&ccedil;&atilde;o da autoinsolv&ecirc;ncia. Pugnou pela declara&ccedil;&atilde;o de insolv&ecirc;ncia e pela concess&atilde;o do benef&iacute;cio da gratuidade da justi&ccedil;a (evento 1, INIC1). A inicial foi emendada (evento 11, EMENDAINIC1). Deferido o benef&iacute;cio da gratuidade da justi&ccedil;a &agrave; autora (evento 13, DESPADEC1). O Minist&eacute;rio P&uacute;blico opinou pela proced&ecirc;ncia do pedido (evento 18, PROMO&Ccedil;&Atilde;O1). &Eacute; O RELATO. DECIDO. O instituto da insolv&ecirc;ncia civil, regulado pelo C&oacute;digo de Processo Civil de 1973 por expressa determina&ccedil;&atilde;o do artigo 1.052 do C&oacute;digo de Processo Civil de 2015, tem incid&ecirc;ncia quando as d&iacute;vidas do devedor excedem a import&acirc;ncia de seus bens, nos termos do artigo 748 daquele estatuto processual e do artigo 955 do C&oacute;digo Civil. A pretens&atilde;o deduzida consiste em pedido de autoinsolv&ecirc;ncia, hip&oacute;tese na qual o pr&oacute;prio devedor reconhece a deficitariedade do seu patrim&ocirc;nio e submete sua situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mico-financeira ao crivo judicial, a fim de que seja instaurada a execu&ccedil;&atilde;o concursal e preservada a isonomia no tratamento dos credores. Inicialmente, imp&otilde;e-se chancelar a adequa&ccedil;&atilde;o da via processual eleita. Com efeito, embora a Lei Federal n.&ordm; 14.181/2021 tenha institu&iacute;do procedimento espec&iacute;fico para a repactua&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas do consumidor superendividado&nbsp;(artigos 104-A a 104-C do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor), a referida sistem&aacute;tica pressup&otilde;e obriga&ccedil;&otilde;es decorrentes de rela&ccedil;&otilde;es de consumo contra&iacute;das perante fornecedores de cr&eacute;dito. No caso concreto, os elementos coligidos aos autos, em especial a rela&ccedil;&atilde;o nominal de credores (evento 11, EMENDAINIC1) e os t&iacute;tulos judiciais juntados (Evento 01), revelam que a maior parte da d&iacute;vida tem origem em execu&ccedil;&otilde;es fiscais da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e do Munic&iacute;pio de Cap&atilde;o da Canoa, em cr&eacute;ditos trabalhistas reconhecidos pela Justi&ccedil;a Especializada e em d&eacute;bitos comerciais contra&iacute;dos no &acirc;mbito da pessoa jur&iacute;dica extinta, Cap&atilde;o da Canoa Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral Ltda. A presen&ccedil;a preponderante de cr&eacute;ditos que refogem &agrave; tutela consumerista torna invi&aacute;vel a composi&ccedil;&atilde;o global pelo rito da Lei n&ordm; 14.181/2021, mostrando-se adequada e necess&aacute;ria a instaura&ccedil;&atilde;o do concurso universal da insolv&ecirc;ncia civil para congregar a totalidade dos credores em um &uacute;nico ju&iacute;zo universal. No que tange aos requisitos formais da peti&ccedil;&atilde;o inicial, a devedora atendeu integralmente aos mandamentos insculpidos no artigo 760 do C&oacute;digo de Processo Civil de 1973. A autora declinou circunstanciadamente os motivos que culminaram na derrocada financeira, relacionou de modo pormenorizado os credores com seus domic&iacute;lios, qualifica&ccedil;&otilde;es, import&acirc;ncias e t&iacute;tulos origin&aacute;rios, al&eacute;m de ter individualizado a totalidade de seus bens (Eventos 01 e 11). Quanto &agrave; demonstra&ccedil;&atilde;o substancial do estado de insolv&ecirc;ncia, o conjunto probat&oacute;rio &eacute; seguro e convergente. As certid&otilde;es negativas imobili&aacute;rias dos Registros de Im&oacute;veis de Cap&atilde;o da Canoa, Os&oacute;rio e Xangri-l&aacute;, somadas &agrave; consulta perante o Departamento Estadual de Tr&acirc;nsito do Rio Grande do Sul (DETRAN/RS) e &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es de ajuste anual do imposto de renda (Evento 11), confirmam que a requerente n&atilde;o possui bens im&oacute;veis ou ve&iacute;culos automotores, detendo unicamente saldos residuais em contas banc&aacute;rias no montante de R$ 55,38. Em contrapartida, as certid&otilde;es de protesto, execu&ccedil;&otilde;es fiscais, certid&otilde;es c&iacute;veis e trabalhistas demonstram que o passivo exig&iacute;vel supera R$ 1.300.000,00, gerando um descompasso patrimonial que inviabiliza o adimplemento volunt&aacute;rio de suas obriga&ccedil;&otilde;es por meio de sua renda mensal ordin&aacute;ria de servidora p&uacute;blica e aposentada. Dessa forma, restando cabalmente comprovado que o passivo ultrapassa amplamente o ativo dispon&iacute;vel e ausente qualquer oposi&ccedil;&atilde;o por parte do &oacute;rg&atilde;o ministerial interveniente (Evento 18), a proced&ecirc;ncia do pedido formulado &eacute; medida que se imp&otilde;e, devendo ser pronunciada a declara&ccedil;&atilde;o da insolv&ecirc;ncia civil com os consect&aacute;rios previstos no artigo 751 do C&oacute;digo de Processo Civil de 1973. Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido inicial para, com fundamento no artigo 748 e no artigo 761 do C&oacute;digo de Processo Civil de 1973 (aplic&aacute;vel por for&ccedil;a do artigo 1.052 do C&oacute;digo de Processo Civil de 2015), c/c o artigo 955 do C&oacute;digo Civil: a) DECLARAR A INSOLV&Ecirc;NCIA CIVIL de <span>NARA MARIA TRESCASTRO GARCIA</span>, inscrita no CPF sob o n&ordm; ***.***.***-**; b) DETERMINAR a arrecada&ccedil;&atilde;o de todos os bens suscet&iacute;veis de penhora pertencentes &agrave; devedora, inclusive os que sejam adquiridos no curso do processo, ressalvadas as verbas de natureza estritamente alimentar e os bens legalmente impenhor&aacute;veis (artigo 751, inciso I, do CPC/1973); c) DETERMINAR a expedi&ccedil;&atilde;o de edital de convoca&ccedil;&atilde;o de todos os credores&nbsp;om o prazo de 20 (vinte) dias, a fim de que declarem os seus cr&eacute;ditos e apresentem os respectivos t&iacute;tulos comprobat&oacute;rios perante este ju&iacute;zo universal (artigo 751, inciso II, e artigo 761, inciso II, do CPC/1973); d) DETERMINAR a suspens&atilde;o de todas as execu&ccedil;&otilde;es individuais em curso contra a devedora, nos termos do artigo 751, inciso III, do CPC/1973, devendo os respectivos credores habilitar seus cr&eacute;ditos no concurso universal ora instaurado; e) NOMEAR Administrador Judicial a sociedade Brizola Japur Solu&ccedil;&otilde;es Empresariais LTDA (CNPJ 27002125000107), tendo como respons&aacute;vel Rafael Brizola Marques (OAB/RS076787), para atuar como administrador da massa insolvente, o qual dever&aacute; ser compromissado na forma da lei, intimando-o para apresentar estimativa de honor&aacute;rios e dar in&iacute;cio aos atos de arrecada&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos, bem como apresentar minuta de edital, nos termos do item "c"; f) DETERMINAR a intima&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico acerca desta decis&atilde;o; g) CONDENAR a devedora ao pagamento das custas e despesas processuais, restando suspensa a exigibilidade da cobran&ccedil;a em face do benef&iacute;cio da gratuidade da justi&ccedil;a deferido no Evento 13, nos moldes do artigo 98, &sect; 3&ordm;, do C&oacute;digo de Processo Civil. Registro e publica&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nicos. Agendada intima&ccedil;&atilde;o das partes. Objeto II: Publicado o edital previsto no &sect; 1&ordm;, do art. 99, da LRF, os credores ter&atilde;o o prazo de 15 (quinze) dias para apresentar habilita&ccedil;&otilde;es e diverg&ecirc;ncias do art. 7&ordm;, &sect; 1&ordm;, c/c art. 99, inc. IV, ambos da LRF, diretamente &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o Judicial, Brizola e Japur Administra&ccedil;&atilde;o Judicial, atrav&eacute;s do endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico https://brizolaejapur.com.br, mediante cadastro de usu&aacute;rio. Em caso de d&uacute;vidas, os credores e interessados podem entrar em contato atrav&eacute;s do e-mail divergencia@preservacaodeempresas.com.br ou, ainda, na sede da Administra&ccedil;&atilde;o Judicial, localizada na Avenida Ipiranga, n.&ordm; 40, conj. 1511, Bairro Praia de Belas, CEP 90.160-090, em Porto Alegre/RS. Objeto III: Rela&ccedil;&atilde;o nominal de credores: CREDORES QUIROGRAF&Aacute;RIOS (ART. 83, VI, DA LRF): AMDPARTICIPA&Ccedil;&Otilde;ES LTDA. R$ 112.755,12; BANRISUL S.A. R$ 144.480,42; BANRISUL S.A. R$ 58.302,99; BANRISUL S.A. R$ 70.467,45; BANRISUL S.A. R$ 64.046,58; CAROLINA SANCHES DA SILVA R$ 6.567,54; DENTAL CREMER PRODUTOS / LSI S.A. R$ 1.936,74; DENTAL MULLER - COMERCIO DE PRODUTOS ODONTOLOGICOS LTDA. R$ 2.276,47; ELIZETE KONIG MELO R$ 50.000,00; GIBRALTAR COMERCIO P. LTDA. R$ 2.473,00; JJGC INDUSTRIA E COMERCIO DE MATERIAIS DENT&Aacute;RIOS S.A. R$ 167.756,06; JL COMERCIO E DISTRIBUIDORA LTDA. R$ 9.288,64; LUCIANA VARGAS DE LIMA R$ 5.120,00; METROVEL VEICULOS LTDA. R$ 10.409,24; MUNICIPIO DE CAPAO DA CANOA R$ 54.143,72; ORAL SIN FRANQUIAS S.A. R$ 49.593,32; PAULO RODRIGUES R$ 30.000,00; PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPAO DA&nbsp;CANOA R$ 5.357,33; PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL R$ 523.694,47; UNIMED PORTO ALEGRE R$ 1.523,98; WANESSA DUARTE DE FIGUEIREDO R$ 7.828,87. TOTAL DA CLASSE: R$ 1.378.021,94. TOTAL DA FAL&Ecirc;NCIA: R$ 1.378.021,94. PORTO ALEGRE/RS, 27 DE OUTUBRO DE 2026. SERVIDOR(A): ANGELICA PALMA HENDGES JUIZ: MAX AKIRA SENDA DE BRITO.</p></section>
<section></section>
<section>
			</section>
<section>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p></section>
<footer>				
					
				
			</footer></article></body></html>