FONTE ORIGINAL PRESERVADA

DJEN TJSC — Diário de Justiça Eletrônico Nacional (CNJ)

Processo nº 5007069-74.2022.8.24.0004
sigla tribunal:TJSC
tipo comunicacao:Intimação
nome orgao:1ª Vara Cível da Comarca de Araranguá
nome classe:CUMPRIMENTO DE SENTENçA
tipo documento:DESPACHO/DECISÃO
data disponibilizacao:10/10/2025
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Integridade verificável
Capturado em:22/10/2026, 23:22
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Texto íntegra

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<section><b>CUMPRIMENTO DE SENTEN&Ccedil;A  N&ordm; 5007069-74.2022.8.24.0004/SC</b></section>
<section><b><table><tr><td>EXEQUENTE</td><td>: JOSE REINALDO DE MELO</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: LUIZ CARLOS PERES (OAB SC025185)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: JULIANO PERES DESTRO (OAB SC040210)</td></tr><tr><td>EXECUTADO</td><td>: RINALDO FONSECA DA ROCHA ***********</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRENNO ALVES BESERRA (OAB PI018080)</td></tr><tr><td>EXECUTADO</td><td>: RINALDO FONSECA DA ROCHA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRENNO ALVES BESERRA (OAB PI018080)</td></tr></table></b></section>
<section>
				<p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p>
			</section>
<section>
<p><strong>1.</strong> Trata-se de cumprimento de senten&ccedil;a ajuizado por&nbsp;<span>JOSE REINALDO DE MELO</span>&nbsp;em face das pessoas jur&iacute;dicas&nbsp;ISMAEL DE SOUZA TOSTES ME (CNPJ n. 18.474.637/0001-85) e&nbsp;<span>RINALDO FONSECA DA ROCHA</span> *********** (CNPJ n&ordm;. 18.948.908/0001-97), na qual busca a satisfa&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito no valor origin&aacute;rio de&nbsp;R$ 14.880,84.</p>
<p>Ap&oacute;s tr&ecirc;s anos de tramita&ccedil;&atilde;o sem que nenhum bem houvesse sido penhorado, foi deferida a inclus&atilde;o da pessoa f&iacute;sica&nbsp;<span>Rinaldo Fonseca da Rocha</span>&nbsp;(CPF n. ***.***.***-**), vez que demonstrado se tratar de empres&aacute;rio individual.</p>
<p>Realizada a penhora em contas do empres&aacute;rio individual, este apresentou impugna&ccedil;&atilde;o aduzindo, em s&iacute;ntese, que a pessoa jur&iacute;dica executada foi constitu&iacute;da mediante fraude, utilizando-se de seus dados pessoais. Requereu, assim, o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva e a desconstitui&ccedil;&atilde;o da penhora (e. 90).</p>
<p>Intimado, o exequente n&atilde;o concordou com o reconhecimento da ilegitimidade, tampouco a libera&ccedil;&atilde;o dos valores tornados indispon&iacute;veis via Sisbajud (e. 98).</p>
<p>&Eacute; o relat&oacute;rio. Decido.</p>
<p>Raz&atilde;o assiste ao executado.</p>
<p>Conforme consta no inqu&eacute;rito policial presente no e. 90.7, em 28/07/2017&nbsp;Rinaldo comunicou &agrave; pol&iacute;cia a constitui&ccedil;&atilde;o indevida da pessoa jur&iacute;dica&nbsp;M&oacute;veis Luminus, a qual teria sido registrada em seu nome sem sua autoriza&ccedil;&atilde;o no Munic&iacute;pio de Itaja&iacute;/SC.</p>
<p><span></span>No mesmo sentido, foi instaurado inqu&eacute;rito policial perante a 1&ordf; Vara Criminal de Itaja&iacute;/SC, no qual foi apurada a pr&aacute;tica de estelionatos cometidos por meio da pessoa jur&iacute;dica M&oacute;veis Luminus. Conforme manifesta&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o do MP, pessoa n&atilde;o identificada utilizou dos documentos de <span>Rinaldo Fonseca da Rocha</span> para constituir a aludida pessoa jur&iacute;dica com a finalidade de obter vantagem il&iacute;cita em preju&iacute;zo alheio (e. 90.11).</p>
<p>Al&eacute;m disso, a&nbsp;conclus&atilde;o de que Rinaldo foi v&iacute;tima de estelionat&aacute;rios que criaram uma pessoa jur&iacute;dica em seu nome tamb&eacute;m foi externada em pelo menos outros quatro processos que tramitavam em ju&iacute;zos distintos (vd. decis&otilde;es constantes nos e. 90.13-16).&nbsp;N&atilde;o fosse o bastante, o fato de o executado residir no Estado do Piau&iacute; e a referida pessoa jur&iacute;dica ter sido constitu&iacute;da no Estado de Santa Catarina tamb&eacute;m dep&otilde;e a seu favor.</p>
<p>Assim, muito embora em se tratando de empres&aacute;rio individual a figura da pessoa jur&iacute;dica se confunda com a da pessoa f&iacute;sica, a situa&ccedil;&atilde;o peculiar retratada nos autos evidencia que Rinaldo Fonseca Rocha foi v&iacute;tima de fraude e, portanto, n&atilde;o pode responder com seu patrim&ocirc;nio por ato il&iacute;cito que n&atilde;o deu causa.</p>
<p>Ante o exposto, reconhe&ccedil;o a&nbsp;ilegitimidade passiva&nbsp;e,&nbsp;com fundamento no art. 485, VI do C&oacute;digo de Processo Civil, determino a extin&ccedil;&atilde;o do processo em rela&ccedil;&atilde;o a&nbsp;Rinaldo Fonseca Rocha (CPF n. ***.***.***-**).</p>
<p>Com fundamento no art. 85, &sect;&sect;1&ordm; e 8&ordm;, do C&oacute;digo de Processo Civil, condeno o exequente ao pagamento de honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia em favor do executado, os quais arbitro no valor de&nbsp;R$ 250,00.</p>
<p><u>Preclusa esta decis&atilde;o</u>,<strong>&nbsp;(a) proceda-se</strong>&nbsp;&agrave; exclus&atilde;o no cadastro do processo; e (b) <strong>expe&ccedil;am-se</strong> os alvar&aacute;s de levantamento em favor de&nbsp;Rinaldo Fonseca Rocha (CPF n. ***.***.***-**) referente aos valores tornados indispon&iacute;veis via Sisbajud (e. 103).</p>
<p><strong>2. Intime-se</strong> o exequente para em at&eacute; 15 dias indicar bens dos executados pass&iacute;veis de penhora, sob pena de suspens&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o.</p></section>
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<p>&nbsp;</p>
<hr>
<p>&nbsp;</p></section>
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