FONTE ORIGINAL PRESERVADA

DJEN TJSC — Diário de Justiça Eletrônico Nacional (CNJ)

Processo nº 5002483-28.2026.8.24.0012
sigla tribunal:TJSC
tipo comunicacao:Intimação
nome orgao:2ª Vara Cível da Comarca de Caçador
nome classe:PROCEDIMENTO COMUM CíVEL
tipo documento:DESPACHO/DECISÃO
data disponibilizacao:15/04/2026
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Integridade verificável
Capturado em:25/04/2026, 20:46
Texto e hash não foram modificados após a captura. Diário oficial é dado público (Lei 12.527/2011 LAI · art. 8º Lei 9.610/1998).

Texto íntegra

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<section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel  N&ordm; 5002483-28.2026.8.24.0012/SC</b></section>
<section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: FERNANDA WEIZMANN FIGUEROA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRUNO MORAES (OAB SC059001)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: GUSTAVO ROMAN ROS (OAB SC062117)</td></tr><tr><td>AUTOR</td><td>: WILSON REGINATO</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRUNO MORAES (OAB SC059001)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: GUSTAVO ROMAN ROS (OAB SC062117)</td></tr><tr><td>AUTOR</td><td>: FELIPE FRUHAUF FIGUEROA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRUNO MORAES (OAB SC059001)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: GUSTAVO ROMAN ROS (OAB SC062117)</td></tr><tr><td>AUTOR</td><td>: MANOELA FIGUEROA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRUNO MORAES (OAB SC059001)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: GUSTAVO ROMAN ROS (OAB SC062117)</td></tr><tr><td>AUTOR</td><td>: NARA REJANE FIGUEROA REGINATO</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: BRUNO MORAES (OAB SC059001)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: GUSTAVO ROMAN ROS (OAB SC062117)</td></tr></table></b></section>
<section>
				<p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p>
			</section>
<section>
<p>1. Trata-se de a&ccedil;&atilde;o reivindicat&oacute;ria com pedido de tutela de urg&ecirc;ncia&nbsp;ajuizada por <span>FERNANDA WEIZMANN FIGUEROA</span>, <span>WILSON REGINATO</span>, <span>FELIPE FRUHAUF FIGUEROA</span>, <span>MANOELA FIGUEROA</span> e <span>NARA REJANE FIGUEROA REGINATO</span> em face de&nbsp;<span>DOMINGOS ALCEU SOARES</span>, na qual almejam a concess&atilde;o de&nbsp;tutela&nbsp;provis&oacute;ria de urg&ecirc;ncia, para o fim de "<em>determinar que o r&eacute;u promova a desocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea invadida no prazo m&aacute;ximo de 30 (trinta) dias, com a remo&ccedil;&atilde;o integral da constru&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria erigida no local, bem como de objetos e demais pertences a ela vinculados, sob pena de multa di&aacute;ria de R$ 500,00 (quinhentos reais)</em>".</p>
<p>Vieram conclusos os autos.&nbsp;<strong>Decido</strong>.</p>
<p>H&aacute; pressupostos gerais que toda&nbsp;tutela&nbsp;provis&oacute;ria de urg&ecirc;ncia reclama, a saber: a probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado &uacute;til do processo (art. 300,&nbsp;<em>caput</em>).</p>
<p>A probabilidade do direito significa que a exist&ecirc;ncia do direito afirmado pela parte &eacute; plaus&iacute;vel, segundo os elementos probat&oacute;rios carreados aos autos.</p>
<p>Por sua vez, o perigo de dano ou risco ao resultado &uacute;til do processo consubstancia-se no perigo que a demora na entrega da&nbsp;tutela&nbsp;jurisdicional representa para a efetividade do processo.</p>
<p>Ademais, no caso da&nbsp;tutela&nbsp;antecipada, insta destacar a exist&ecirc;ncia de um pressuposto espec&iacute;fico, o da reversibilidade da&nbsp;tutela&nbsp;antecipada, isto &eacute;, a possibilidade de retorno ao&nbsp;<em>status quo ante</em>, em caso de altera&ccedil;&atilde;o ou revoga&ccedil;&atilde;o da&nbsp;tutela. Por &oacute;bvio, para evitar a inviabilidade da concess&atilde;o de&nbsp;tutela&nbsp;antecipada, tal regra, esculpida no art. 300, &sect; 3&ordm;, do CPC, necessita ser interpretada com temperamento, mediante a pondera&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios da efetividade e da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica.</p>
<p>N&atilde;o &eacute; ocioso, ainda, rememorar que os requisitos do art. 300 s&atilde;o cumulativos e a inexist&ecirc;ncia de um deles torna desnecess&aacute;rio o exame do outro no caso concreto. A prop&oacute;sito, veja-se:</p>
<p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A&Ccedil;&Atilde;O DECLARAT&Oacute;RIA DE INEXIST&Ecirc;NCIA DE D&Eacute;BITO CUMULADA COM INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS. DECIS&Atilde;O QUE DEFERIU A&nbsp;TUTELA&nbsp;DE URG&Ecirc;NCIA PARA DETERMINAR AO R&Eacute;U A DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O &Agrave; AUTORA DO VALOR QUESTIONADO NA EXORDIAL, DEBITADO DA CONTA BANC&Aacute;RIA DA REQUERENTE SUPOSTAMENTE SEM AUTORIZA&Ccedil;&Atilde;O. IRRESIGNA&Ccedil;&Atilde;O DO BANCO ACIONADO. DESACERTO DO PRONUNCIAMENTO DE ORIGEM. SITUA&Ccedil;&Atilde;O F&Aacute;TICA QUE DEMANDA DILA&Ccedil;&Atilde;O PROBAT&Oacute;RIA. PROBABILIDADE DO DIREITO N&Atilde;O EVIDENCIADA DE PLANO. PERIGO DE DANO AO RESULTADO &Uacute;TIL DO PROCESSO TAMB&Eacute;M N&Atilde;O DEMONSTRADO. RISCO DE IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA. AUS&Ecirc;NCIA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS CUMULATIVOS ESTAMPADOS NO ART. 300 DO CPC. IMPOSITIVA REFORMA DE DECIS&Atilde;O A QUO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJSC, Agravo de Instrumento n. 4005170-75.2019.8.24.0000, de Santo Amaro da Imperatriz, rel. Des. Luiz Felipe Schuch, S&eacute;tima C&acirc;mara de Direito Civil, j. 04-07-2019).</p>
<p>Na hip&oacute;tese dos autos, a parte autora sustenta que teria&nbsp;o&nbsp;requerido&nbsp;invadido o im&oacute;vel do qual det&eacute;m a propriedade, mediante a constru&ccedil;&atilde;o de uma moradia improvisada.</p>
<p>Inicialmente, tenho por necess&aacute;rio submeter essa quest&atilde;o ao crivo do contradit&oacute;rio,&nbsp;visto&nbsp;que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel verificar nesse momento que a parte requerente tenha sido privada da utiliza&ccedil;&atilde;o do seu im&oacute;vel, o que infirma a urg&ecirc;ncia sustentada.</p>
<p>Da an&aacute;lise do caderno processual, constato que a vestibular veio acompanhada por documentos e fotografias que demonstram a constru&ccedil;&atilde;o (evento 1, <span>1.11</span>). Entretanto, nessa incipiente etapa de cogni&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o vislumbro perda da posse decorrente de invas&atilde;o de &aacute;rea lim&iacute;trofe dos im&oacute;veis.</p>
<p>A par disso, os elementos de prova n&atilde;o corroboram a possibilidade de os demandantes sofrerem preju&iacute;zo com a manuten&ccedil;&atilde;o da edifica&ccedil;&atilde;o no local, ao menos at&eacute; que seja formalmente instalado o contradit&oacute;rio.</p>
<p>Da an&aacute;lise das fotografias juntadas, infiro, em princ&iacute;pio, que a constru&ccedil;&atilde;o j&aacute; findou e, ainda que tal aspecto n&atilde;o seja impedimento ao deferimento da liminar demolit&oacute;ria, n&atilde;o observo, neste momento processual, risco de dano na manuten&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o f&aacute;tica existente at&eacute; a coleta integral da prova.</p>
<p>A prop&oacute;sito, colhe-se&nbsp;julgado do e. TJSC:</p>
<p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A&Ccedil;&Atilde;O DE&nbsp;REINTEGRA&Ccedil;&Atilde;O&nbsp;DE POSSE DE IM&Oacute;VEL. DECIS&Atilde;O QUE DEFERIU A LIMINAR E ORDENOU A&nbsp;DEMOLI&Ccedil;&Atilde;O&nbsp;DO MURO CONSTRU&Iacute;DO NO IM&Oacute;VEL DE PROPRIEDADE DOS AUTORES. INCONFORMISMO DO R&Eacute;U. &nbsp; PRETENS&Atilde;O DE REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DA LIMINAR DE&nbsp;REINTEGRA&Ccedil;&Atilde;O&nbsp;DE POSSE. ACOLHIMENTO. NECESSIDADE DE INSTRU&Ccedil;&Atilde;O PROBAT&Oacute;RIA PARA AFERIR A OCORR&Ecirc;NCIA DE ESBULHO DECORRENTE DA N&Atilde;O OBSERV&Acirc;NCIA DA &Aacute;REA LIM&Iacute;TROFE DOS IM&Oacute;VEIS. AUS&Ecirc;NCIA DOS PRESSUPOSTOS DOS ARTS. 561 E 562 DO CPC/2015. DECIS&Atilde;O REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJSC, Agravo de Instrumento n. 4017432-91.2018.8.24.0000, de Porto Belo, rel. Rubens Schulz, Segunda C&acirc;mara de Direito Civil, j. 28-02-2019).</p>
<p>Estes elementos,&nbsp;somados&nbsp;&agrave; intensa repercuss&atilde;o da medida vindicada &mdash; consistente na&nbsp;demoli&ccedil;&atilde;o&nbsp;de obra &mdash;, demandam maior rigor na an&aacute;lise de pedidos deste jaez.</p>
<p>Com efeito, considerando os parcos elementos amealhados aos autos at&eacute; esta etapa, entendo ser medida prudente o indeferimento da&nbsp;tutela de urg&ecirc;ncia.</p>
<p>Por tais raz&otilde;es,&nbsp;INDEFIRO&nbsp;a&nbsp;tutela&nbsp;de&nbsp;urg&ecirc;ncia pleiteada pela parte demandante, uma vez que ausentes os requisitos legais exigidos pelos arts. 300, 561 e 562 do C&oacute;digo de Processo Civil.</p>
<p>2. Cite-se a parte requerida para apresentar contesta&ccedil;&atilde;o, em 15 dias, sob pena de revelia (art. 564&nbsp;do CPC).</p>
<p>3. Decorrido o prazo, com ou sem manifesta&ccedil;&atilde;o, d&ecirc;-se vista ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico.</p>
<p>Intimem-se. Cumpra-se.</p></section>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p></section>
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